quinta-feira, 16 de abril de 2009

Páscoa, significado e origens




A titulo de introdução gostaria de dizer que sou católico cristão neste momento não praticante em assembleia, mas praticante em adoração a Deus, que fui catequista durante 7 anos e só o não sou por ter neste momento mudado de residência. Bem e talvez porque neste momento assim acho melhor.
Por ultimo quero recordar que todas as igrejas são feitas por homens logo cheias de erros e interpretações dúbias.
A minha Igreja que é de Cristo Jesus não é de ninguém, nem está fechada a ninguém nem sequer impõem nada mais do que o Mestre tenha dito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei... e também disse: Virá a hora em que não adorareis Deus nem neste monte, nem no templo mas O adorarás em toda a parte.
(Jo 4,23-27 Mas a hora vem, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. Jesus disse-lhe: Eu O sou, Eu que falo contigo.)
O que pretendo é só dizer que creio no Cristo que se anunciou como Filho de Deus e que quando estava a ser interrogado e não se defendia só houve uma pergunta a que Ele não pôde deixar de responder aos Judeus no Sinédrio: És tu o, o Messias, o Filho do Deus Vivo? ao que Ele respondeu: Eu O Sou. O resto é conversa de homens
e isso me basta.
E para falar na Páscoa porque não pegar nesta vontade expressa de Jesus?
“Tenho desejado ardentemente comer esta Páscoa convosco…”

Para abordarmos a espiritualidade inerente a esta frase, não poderemos obviamente deixar de citar a sua origem e vínculo com o povo, para quem, a princípio, Deus fez surgir a Páscoa: o povo judeu, e que Deus fê-la estender-se a todo género humano que n’Ele crer.
O aprofundamento bíblico mais actualizado dos nossos dias veio confirmar, como marco inicial das suas comemorações para os judeus, a data incerta da saída do povo hebreu do Egipto quando a festa realmente passa a ser instituída (cf Ex 12). É certo que alguns estudiosos venham a mencionar a possibilidade de conhecimento da Páscoa para o povo judeu, anterior à institucionalização, sendo justamente a festa que Moisés pedira ao faraó para celebrar com o seu povo no deserto e que lhe fora negado. Ressaltamos que o pedido é feito por Moisés e Aarão, mas é o próprio Deus quem fala (cf. Ex 5,1).
Até então fiz questão de não mencionarmos o que significa a palavra "Páscoa", para que, ficando clara a sua origem no seio do povo hebreu, pudéssemos compreender melhor o que o termo nos quer dizer. Primeiro porque a significado do termo na língua que lhe dá origem, o hebraico, é incerto. No seu uso tanto podemos designar a festa, como também a refeição, momento da festa, como também o próprio cordeiro, imolado na ocasião; embora este último uso do termo seja mais difundido entre o povo judeu, os três são válidos. Na maioria das vezes ouvimos apenas ser mencionadas definições como "passagem", que mesmo tendo algum sentido, não dá o realce necessário especial Àquele que possui a máxima importância no termo "Páscoa", o próprio Deus-YHVH É Ele que impele o Seu povo a fazer a passagem da escravidão para a liberdade. O povo não vai só, Deus vai à sua frente. O povo não faz a sua passagem - é Deus quem faz a passagem do povo da escravidão para a liberdade. Não queremos, em hipótese nenhuma, com esta afirmação dizer que Deus fizera tudo sozinho, pelo contrário, dizemos que Deus fizera do Seu povo co-participante e co-responsável também da libertação obtida. O Senhor, em nenhuma ocasião, transforma o Seu povo em meros actores passivos de algo que Ele queira realizar. Pede-nos sempre a colaboração.
É necessário reter-mos aqui o ritual da Páscoa, pois assim melhor entenderemos o que o Senhor Jesus fez na Última Ceia e qual a significado desta ceia acontecer antecipadamente ao dia da Páscoa.

1.ª pergunta Quando aconteceu a ceia de Jesus?
O banquete de Páscoa é o centro da festa em que um cordeiro de um ano, não trazendo em si nenhuma mancha, é comido. O que não fosse comido do cordeiro deveria ser queimado antes de o sol nascer. Isso faz com que entendamos que a festa vem a realizar-se à noite e como tal o cordeiro deveria ser assado inteiro para ser servido. A postura de todos os que participavam do ritual também deveria ser específica para a ocasião: todos deveriam comer a Páscoa (o cordeiro) vestidos para viajar, e de pé. Os que não tinham ainda sido circuncidados não poderiam comer a Páscoa (cf Ex 12,43-49).
2.ª Pergunta O que Jesus Disse?
A temática principal da festa de Páscoa é o reconhecimento da mão do Senhor como aquela que os liberta da escravidão: o saber que somente Deus, escutando os clamores do povo, desce para libertá-lo.
A liberdade obtida pelo povo de Deus não é valorizada posteriormente por esse mesmo povo, porque pensava ele que apenas era necessária uma libertação material, física: o faraó deixará de ser aquele que tem o domínio sobre nós - pensava talvez o povo - agora seremos nós próprios a nos conduzir. E foi isso que fizeram: caíram numa escravidão ainda maior, a escravidão de si próprios. Deus os queria livres integralmente, mas as sucessivas idolatrias que o povo cometera ao longo do caminho diziam o contrário. O autor sagrado mostra nitidamente as infidelidades do povo e a fidelidade paciente de Deus, que ouve as súplicas de intercessão de Moisés em favor deles, que eram o povo infiel.
Agora lembramos de maneira marcante a figura de Jesus que ceia com os apóstolos, antecipando a Páscoa com eles, porque a partir d’Ele, Jesus, a Páscoa seria agora entendida de maneira diferente na vida daqueles que estiveram com Ele, os que acreditaram e viessem a acreditar n’Ele. O próprio Jesus é o cordeiro Oblativo agora. O sacrifício de animais deixa de ser necessário, pois o próprio Filho se oferece ao Pai, para que assim, pagando o preço do nosso resgate pelo precioso sangue que derramara no madeiro, pudéssemos realmente ter "acesso ao coração do Pai".
O vislumbrar do Senhor Jesus na cruz é de essencial importância para nós cristãos, como também importante é a manutenção do vínculo entre a morte e a ressurreição de Jesus. É essa a pregação da Igreja primitiva a ecoar na evangelização de hoje: Jesus morto e ressuscitado; pois se não tivesse ressuscitado, nada de novo teria feito, uma vez que o sacrifício deveria continuar a ser repetido várias vezes de uma maneira cruenta, isto é, com o derramamento de sangue. Jesus vem fazer a libertação do interior do homem, do mesmo interior que o homem deixara escravizar por si mesmo ao longo da história.(Com Adão e o pecado, com a Idolatria, etc. Sentidos figurativos e simbólicos) Jesus também transcende à terra, isto é, Ele faz o povo compreender, com a Sua morte e Ressurreição, que a terra prometida por Deus não é aqui, mas começa aqui. O sofrimento que Jesus padece não é masoquismo da sua parte, mas uma entrega total, incondicional, consciente e amorosa de si a Deus por nós, enfrentando todas as dificuldades e consequências dessa oblação (entrega/Oferenda).

Excerto de uma catequese de adolescentes(2004/2005)
Fontes Bíblia ,C.I.C., Net

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